BULLYING NA ESCOLA – ENTENDENDO E COMBATENDO

Dicas para os pais, Dicas para os professores, Jovens Leitores Nenhum Comentário

A palavra bullying vem do verbo inglês bully que significa intimidar, constranger alguém pela vantagem física. Este termo acabou sendo adotado por diversos países e explica todo tipo de comportamento agressivo, cruel, intencional e repetitivo inerente às relações interpessoais (crianças e adolescentes, geralmente estudantes).

 

Apesar da terminologia recente, esse “fenômeno” Bullying é bem antigo. Quem nunca presenciou a utilização de apelidos constrangedores como “quatro olhos”, “gorducho”, “zarolho”, “anão”, “perneta”, etc?  E as famosas perseguições implacáveis? Até bem pouco tempo o Bullying era tratado apenas como uma brincadeira de mau gosto, sem relevância. O que ninguém imaginava era a gravidade das conseqüências psicológicas nas vítimas, como por exemplo: baixa auto-estima, medos, angústia, ansiedade, desinteresse pela escola, dificuldade de relacionamento interpessoal, mudanças de humor, urinar na cama, e muito mais. Em casos mais extremos, automutilação e suicídio. Infelizmente, casos graves têm sido registrados em todo mundo.  

 

Ressalta-se que os autores de Bullying vão enraizando em sua personalidade, comportamentos de risco, como alcoolismo, comportamentos anti-sociais, abandono da escola, atitudes delinqüentes ou criminosas que o tornarão um adulto violento.

 

Recentemente a ABRAPIA Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência realizou pesquisa com alunos de escolas de Ensino Fundamental do Rio de Janeiro e revelou que 40,5% dos 5.870 alunos entrevistados estão diretamente envolvidos nesse tipo de violência, como autores ou vítimas do Bullying.

 

Quais as causas do Bullying?

Segundo especialistas, são diversas as motivações, bem como as experiências que cada aluno tem em seu seio familiar, geralmente famílias desestruturadas, com relações afetivas de baixa qualidade, em que a violência doméstica é real e geralmente a autoridade é imposta por meio de atitudes agressivas ou violentas.

 

Como  ajudar uma vítima de Bullying?

 

A primeira ação e a mais importante precisa vir da própria vítima, que tem que encontrar alguém em quem possa confiar para “se abrir”. Desnecessário afirmar que os pais têm papel fundamental, pois precisam conhecer seus filhos, precisam aprender a identificar quando algo não está normal. E para quem tem um filho passando por esse problema, é preciso estar totalmente disponível para ouvir e deixar muito claro que o filho não tem culpa pelo que está acontecendo. Indispensável mostrar-se confiante na solução do problema, procurar a direção da escola e dependendo da agressão, registrar queixa.

 

Para quem tem um filho agressor, fundamental muito diálogo no sentido de convencer e demonstrar que comportamentos desta natureza serão prejudiciais a eles próprios.

 

A única maneira de combater esse tipo de prática é a cooperação por parte de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais: “Todos devem estar de acordo com o compromisso de que o bullying não será mais tolerado. A educação na formação dos jovens não deve ficar restrita ao currículo escolar, é preciso chamar a atenção das crianças e adolescentes para a prática de uma cidadania justa. A informação, leitura, diálogos freqüentes dos pais com seus filhos é de suma importância.

 

A Casa do Educador preparou especialmente para os jovens leitores, algumas sugestões de leitura sobre o tema. Clique sobre o título para detalhes:

 

E  SE FOSSE COM VOCÊ?

 

APELIDO NÃO TEM COLA

 

NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM

 

A FACE OCULTA

 

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA PAIS E FILHOS

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As férias podem unir pais e filhos e aproximá-los em seu convívio.

Para que os laços sejam mesmo reforçados é necessário que os pais tenham real vontade de realizar essa aproximação - e vontade significa também dedicar tempo, esforço e criatividade. Mas o resultado vale a pena, pois não só todos se divertem, como a criança se sente motivada e amada. O segredo, aqui, é trocar. Segue sugestões:- Apresente ao seu filho uma brincadeira típica de sua infância. Em seguida, aprenda com ele uma brincadeira de que ele goste na atualidade;

- Assista com seu filho a um filme que marcou a sua infância. Depois, veja em sua companhia um dos filmes favoritos dele;

- Cante para o seu filho uma música que tenha marcado a sua infância. Peça também para ele cantar uma música para você;

- Pesquise na Internet, em livros ou em revistas fotos de roupas usadas na época de sua infância. Depois, tente usar uma roupa semelhante às que ele usa hoje;

- Proponha uma atividade edificante ao seu filho, como plantar uma árvore ou construir um brinquedo;

- Façam um desenho a quatro mãos retratando um dia de férias que passaram juntos