Desenvolvimento motor e psíquico da criança

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Não há nada mais animado para as crianças do que brincar! E, já que essa atividade não é nenhum esforço para elas, os pais devem aproveitar o momento de descontração para estimulá-las e, ao mesmo tempo, proporcionar um ótimo desenvolvimento para o filho.

Desde que os bebês nascem, estão aptos a descobrirem e aprenderem novidades do mundo ainda desconhecido; e é por meio das brincadeiras que tudo fica mais fácil para que seu desenvolvimento siga um caminho saudável, como explica o pediatra Túlio Konstantyner, de São Paulo, SP, e pesquisador do Projeto Crecheficiente: “ao brincar a criança não apenas se diverte, mas aprende, recria, interpreta e se relaciona com o novo habitat. Também desenvolve com maior facilidade aptidões físicas, mentais e emocionais, que, quando bem planejadas e aplicadas, auxiliam a criança a despertar seus talentos”. Além disso, o especialista indica que as brincadeiras têm de ser apropriadas a cada etapa do desenvolvimento.

A psicóloga paulista Denise H. M. P. Diniz, coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida e Saúde (Psiconsult), explica que até os três anos, as crianças brincam com elementos que pertencem ao seu mundo e fazem parte do seu dia-a-dia. “Por isso, conversar e dar vida aos seres inanimados são comuns nessa faixa etária, pois acreditam que os brinquedos existam de fato; pensam e possuem desejos e necessidades”. Baseada em alguns estudos, a coordenadora confirma que após o nascimento o bebê já é sensível ao seu meio ambiente e suas percepções sensoriais respondem aos estímulos de olfato, paladar, som, tato e visão.

Desta forma, a psicóloga indica brinquedos que as estimulem a aprenderem noções de tamanho, forma, som, textura e outros.

Aconselha também a demonstração de afeto, interesse, desejo e participação dos pais durante as brincadeiras com o filho, já que a falta destes pode desestimular e, consequentemente, formar uma criança com maior dificuldade de relacionamento e entre outras potencialidades que talvez sejam aprendidas mais tarde. “Porém, podem acontecer casos de comprometimento de algumas áreas, sendo elas físicas ou psiquícas”, declara Denise.

BRINCADEIRA CERTA

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Saiba quais brincadeiras e brinquedos são apropriados a cada faixa etária a partir das dicas do pediatra e homeopata Yechiel Moises Chencinski, de São Paulo, SP. Acompanhe e se divirta!

De 0 a 2 meses
Como o bebê não consegue segurar objetos intencionalmente, só por reflexos, nessa fase é importante estimular os sentidos cantando, abraçando-o e acariciando-o. Exagere nas fisionomias, bem próximo ao rosto da criança, sempre demonstrando alegria e satisfação.

De 2 a 4 meses
Passado o estado de quase inércia para as primeiras reações intencionais, o bebê diverte-se quando é atraído por objetos chamativos e coloridos. Sendo assim, ofereça brinquedos com texturas e formatos de fácil manipulação, móbiles e itens que emitam sons, com guizos internos.

De 5 a 7 meses
A criança já consegue fixar o olhar por mais tempo em um objeto. Volta-se para a direção de onde vem o som e já começa a atender quando chamado pelo nome. O pequeno emite ruídos para chamar atenção. Tapetes de atividades com sons e espelho são bem-vindos, pois aqui o bebê já é capaz de se reconhecer.

De 8 a 10 meses
Como já consegue interagir com jogos simples e buscar objetos desejados, não se assusta mais com bichinhos de pelúcia e bonecos. Por isso, nesta fase ofereça estas opções, além de livrinhos de plástico para que o bebê possa brincar durante o banho e jogos de interação, do tipo “aperta um botão e emite um som”.

De 11 meses a 12 meses
A linguagem está em pleno desenvolvimento e já a criança consegue concentrar-se por um pequeno período de tempo ouvindo uma história. Repete tudo o que escuta. Diverte-se em reproduzir as palavras que aprendeu com o telefone ao ouvido. Quando consegue se equilibrar, a bola também é um brinquedo inseparável. Apresente livros com pouco texto e figuras grandes, que retratem o seu dia-a-dia: mamãe, papai, carro, mamadeira… Telefone de brinquedo, bola e bonecos. Se a criança já estiver engatinhando ou andando, providencie itens que ela consiga puxar e empurrar. Trenzinhos e carrinhos de boneca são ótimas opções.

De 1 ano a 1 ano e 6 meses
Adora brincar de espalhar e guardar tudo ao seu modo. Nesta fase, é interessante disponibilizar caixas com formas geométricas para que ela encaixe cubos, círculos e triângulos. Potes, tampas e panelinhas também a divertirão.

De 1 ano e meio a 2 anos
Como a criança conhece algumas cores e formas e sabe procurar e encontrar objetos que guardou, gosta de brinquedos que possa empurrar, puxar, encaixar e explorar com os dedos.
Desta forma, brinquedos de desmontar e montar, bichinhos de plástico, cubos com formas vazadas para encaixar e chaves que abrem e fecham portinhas são ótimas opções para as crianças explorarem esse lado desbravador.

Evite
Denise alerta sobre algumas brincadeiras e objetos que devem ser evitados na hora da descontração: “tome cuidado com qualquer atividade que de certa forma possa agredir ou invadir o físico e o psicológico da criança. Respeite suas fases de conhecimento e aptidões, entendendo que brincadeiras possuem como função o crescimento e o desenvolvimento global do bebê. Sendo assim, a criança tem o direito de expressar interesse e escolha na continuidade de cada brincadeira, da maneira que lhe for possível, ou seja, de forma verbal ou não, mas, mostrar-se interessada, alegre e participativa”.

O pediatra Konstantyner coloca em questão a conhecida brincadeira de jogar o bebê para cima, que, apesar de parecer saudável e apresentar a costumeira alegria manifestada pelos pequenos, não é uma atividade recomendável, devido ao risco de queda e traumas resultante do processo de aceleração e desaceleração proporcionado pelos movimentos realizados.

Portanto, evite esta e outras brincadeiras que acarretam maior potencial de risco de acidentes, “como atividades com fogo, água em excesso, cordas, fios, sacolas de plástico, objetos pequenos, vidro e objetos pontiagudos ou cortantes, que oferecem perigo à criança ocasionando traumas na boca, narinas e ouvidos”, recomenda o pesquisador.

Presenteie sem erro
Antes de comprar um brinquedo para uma criança, primeiramente leve em consideração idade, habilidades e interesses. A segurança e a facilidade de conservação também devem ser levados em conta. “E depois de tudo isso, talvez, você chegue perto do ideal!”, exclama o pediatra Chencinski, que explica que, além desses requisitos básicos, é preciso estar atento se o brinquedo contém o selo de garantia do fabricante e do Inmetro. “Infelizmente, nem todos os brinquedos à disposição no mercado possuem o selo de avaliação do órgão. Aliás, muitas vezes as pessoas são atraídas pela beleza, praticidade e custo do produto, não pensando na segurança na hora da compra”, critica o especialista.

A lista de “detalhes” não é pequena para comprar um brinquedo, mas, além das recomendações citadas acima, tome cuidado com brinquedos que apresentam bordas cortantes, pontas afiadas, peças pequenas, ruídos muito altos, fora dos padrões, pouca resistência, cheiro e pintura tóxica e, etc. Chencinski acredita que vale a pena conhecer o site do Inmetro, onde é possível procurar e ver os produtos analisados pelo órgão que foram aprovados e reprovados. “Lá são realizadas avaliações que atestam qualidade e segurança do brinquedo, como composição química, barulho e resistência.”

Gastando pouco
Para Denise, o que mais ajuda a criança a se desenvolver e crescer não é um brinquedo caro com a embalagem mais bonita ou com a maior caixa, mas, produtos que interessam e estimulam as necessidades de cada etapa da infância.

“Estar com seu filho, brincar e criar juntos, até mesmo com sucatas, por exemplo, uma caixa de papelão se transformando em um material colorido, podem ser incentivos diferentes e acertados para que ele possa desenvolver sua coordenação motora, afetiva, auditiva, postural e o comportamento social. Cada brincadeira pode estimulá-lo a explorar um mundo diferente. E tendo os pais como companhia, não há nada melhor, já que o afeto, o interesse e a participação não custam nada!”, incentiva.

DICA AOS PAIS

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Nestas férias estive lendo  “Pais Atuantes, crianças felizes” e gostei muito das atividades propostas neste livro. Trata-se de um prático guia de referência para apoiar e motivar seu filho. Contendo jogos, atividades, conselhos e sugestões através de uma leitura fácil e de aplicação imediata. Vale a pena conferir!!

LIVROS PARA PEQUENOS VIAJANTES

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Boas histórias valem tanto quanto uma boa viagem. Eis uma seleção de livros para transportar os pequenos leitores ao mundo de faz de conta:

Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, Editora Globo
Lúcia e seu primo Pedro vivem suas aventuras universais no Sítio do Pica-pau Amarelo. Na obra prima de Lobato, a menina do nariz arrebitado descobre as maravilhas do reino das águas claras e até fica noiva de um príncipe. Quem não se diverte com as observações astutas de Emília e rabugentas do Visconde de Sabugosa?
Bom para: crianças com mais de 6 anos

Abrindo Caminho, de Ana Maria Machado, Editora Ática
O que Dante Aligheri, Carlos Drummond de Andrade, Tom Jobim e Cristóvão Colombo têm em comum? A ganhadora do prêmio Hans Christian Andersen, o prêmio máximo da literatura infantil, apresenta uma história inspiradora de homens que transformaram um obstáculo em caminho. 
Bom para: crianças com mais de 5 anos.
Ilustrado por: Elizabeth Teixeira

O Menino Maluquinho, de Ziraldo, Editora Melhoramentos
Pra conhecer o interior das Minas Gerais, nada melhor do que viajar nas aventuras desse menino levado de panela na cabeça e sua turma. A história de Ziraldo foi lida por mais de 2 milhões de crianças e inspirou até sequência.
Bom para: crianças com mais de 5 anos
Ilustrado pelo autor

Lúcia Já-Vou-Indo, de Maria Heloísa Penteado, Editora Ática
Lucia não queria ficar pra trás. Queria muito se divertir como os outros animais. Mas nunca chegava em tempo. Lucia andava muito devagar, afinal, era uma lesma. Mas nesta história tudo pode acontecer.
Bom para: crianças com mais de 5 anos
Ilustrado pela autora

*A Fada Que Tinha Idéias, de Fernanda Lopes de Almeida, Editora Ática
É a história de uma fadinha diferente: ela não quer seguir as regras do mundo das fadas - quer inventar moda. Clara Luz cria assim um mundo de outro mundo, com chuva colorida e nuvens de animais. É um clássico.
Bom para: crianças com mais de 7 anos

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA PAIS E FILHOS

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As férias podem unir pais e filhos e aproximá-los em seu convívio.

Para que os laços sejam mesmo reforçados é necessário que os pais tenham real vontade de realizar essa aproximação - e vontade significa também dedicar tempo, esforço e criatividade. Mas o resultado vale a pena, pois não só todos se divertem, como a criança se sente motivada e amada. O segredo, aqui, é trocar. Segue sugestões:- Apresente ao seu filho uma brincadeira típica de sua infância. Em seguida, aprenda com ele uma brincadeira de que ele goste na atualidade;

- Assista com seu filho a um filme que marcou a sua infância. Depois, veja em sua companhia um dos filmes favoritos dele;

- Cante para o seu filho uma música que tenha marcado a sua infância. Peça também para ele cantar uma música para você;

- Pesquise na Internet, em livros ou em revistas fotos de roupas usadas na época de sua infância. Depois, tente usar uma roupa semelhante às que ele usa hoje;

- Proponha uma atividade edificante ao seu filho, como plantar uma árvore ou construir um brinquedo;

- Façam um desenho a quatro mãos retratando um dia de férias que passaram juntos

Os brinquedos que mais desafiam a criança…

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…EM CADA ETAPA DE SEU DESENVOLVIMENTO:

ATÉ 2 ANOS. Na fase das principais conquistas motoras, o que mais atrai a criança são os brinquedos de puxar, empurrar, encaixar, de empilhar, tudo o que desafie as novas habilidades que está conquistando.

DOS 2 AOS 5 ANOS. Começa a imitar. Primeiro algo ou alguém que esteja vendo. Depois, com o desenvolvimento da simbolização, imita sem precisar desse modelo ao vivo. Continua gostando dos brinquedos da fase anterior, mas o que a empolga mais agora são os jogos de faz de conta.

A PARTIR DOS 6 ANOS. Estão com as hipóteses a todo vapor, começam a exercitar o raciocínio lógico. Então curtem de montão os jogos, quebra cabeças. Primeiro os de regras simples. Depois os mais complexos, conforme aumenta o poder de concentração.

ECOLOGISTA DESDE CEDO
Se você quer que seu filho aprenda a defender o meio ambiente e preservar o planeta, plante e regue essa sementinha desde já. É o que sugere um estudo recente da Universidade de Cornel, coordenado pela psicóloga Nancy Wells. Depois de entrevistar 2.000 adultos que viviam em áreas urbanas, ela chegou à conclusão que aqueles que tinham tido um contato mais estreito com a natureza até os 11 anos de idade apresentavam um comportamento ecologicamente mais consciente e respeitoso. Acampamento, visitas a parques ecológicos e outros momentos de contato com os recursos naturais do planeta são mais do que bem-vindos.

BRINQUEDOS EDUCATIVOS AJUDAM

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NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA:

A infância é uma fase de aprendizagem, é o momento de nossas vidas onde temos mais condições de adquirir conhecimentos sobre diversos assuntos. A criança desenvolve seu mundo em torno das brincadeiras, elas gostam de se apegar a fantasia e por isso se mostram sempre bastante criativas.

Os brinquedos educativos são capazes de auxiliar o aprendizado dos pequenos, ou seja, eles possuem uma estrutura que desenvolvem o raciocínio e aprimoram algumas habilidades. Uma criança que conta com esse tipo de recurso para o seu entretenimento, vai combinar diversão com o aprendizado sem se dar conta disso.

Confira em nossa loja as centenas de brinquedos educativos para todas as idades!

CONHEÇA OS LIVROS QUE AUXILIAM SEU FILHO….

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Para um filho inseguro: Leia para ele Estela Estrela-do-Mar. O livro lida com o medo que o personagem  tem do mar. Seu filho aprenderá a ter mais coragem. Idade recomendável: 2 a 4 anos

Para um filho mentiroso: Leia para ele Pinóquio. O livro relata as consequências das mentiras que o personagem  conta. Seu filho aprenderá a dizer a verdade. Idade recomendável: 4 a 6 anos

Para um filho rebelde: Leia para ele O elefantinho malcriado. O livro relata o desprezo dos amigos por causa das atitudes negativas que ele tem. Seu filho  aprenderá a ter mais paciência e ser amoroso. Idade recomendável: 6 a 8 anos

Para um filho invejoso: Leia para ele  Raposa. O livro relata a amizade entre um cão e uma gralha causando, assim, inveja na raposa. Seu filho aprenderá a ter compaixão. Idade recomendável: 8 a 10 anos

Para um filho arrogante: Leia para ele Figurinha Carimbada. O livro ensina que arrogância não cabe em uma boa amizade. Seu filho aprenderá a respeitar as diferenças. Idade recomendável: 10 a 12 anos

Para um filho irritado: Leia para ele Quando tudo acontece de repente. O livro apresenta várias histórias que abordam os dilemas mais comuns vividos por adolescentes. Seu filho aprenderá a ver que tudo tem outro lado. Idade recomendável: 12 a 15 anos

Para um filho triste: Leia para ele Greve de Vida. O livro relata o sofrimento de uma neta após a morte de sua avó. Seu filho aprenderá a gostar de viver. Idade recomendada:  11 a 13 anos.

Para um filho imaturo: Leia para ele Slam. O livro relata a história de Sam, um adolescente que precisa crescer urgentemente diante da situação em que se apresenta. Seu filho aprenderá a ter mais responsabilidade. Idade recomendada: 13 a 15 anos.

Para um filho birrento: Leia para ele O menino que chovia. O livro conta a história de um personagem mimado que deixa a família louca. Seu filho aprenderá a respeitar limites. Idade recomendada: 3 a 5 anos.

Para um filho agressivo: Leia para ele O inimigo. O livro relata a história de um personagem que gasta o tempo criticando o inimigo. Seu filho aprenderá a ter mais compaixão. Idade recomendada: 5 a 7 anos.

Para um filho medroso: Leia para ele Os lobos dentro das paredes. O livro conta a história de Lucy, uma menina que jura ter lobos morando em casa. Seu filho aprenderá a ser mais valente. Idade recomendada: de 9 a 11 anos.

Para um filho inseguro: Leia para ele Sidney & Norman. O livro relata a história de dois porcos, um não conseguia fazer nada direito e o outro recebia prêmios em tudo que fazia. Seu filho aprenderá a se aceitar. Idade recomendada: 7 a 9 anos.

Todos os livros podem ser encontrados em nossa loja.

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