Saiba quais brincadeiras e brinquedos são apropriados a cada faixa etária a partir das dicas do pediatra e homeopata Yechiel Moises Chencinski, de São Paulo, SP. Acompanhe e se divirta!
De 0 a 2 meses
Como o bebê não consegue segurar objetos intencionalmente, só por reflexos, nessa fase é importante estimular os sentidos cantando, abraçando-o e acariciando-o. Exagere nas fisionomias, bem próximo ao rosto da criança, sempre demonstrando alegria e satisfação.
De 2 a 4 meses
Passado o estado de quase inércia para as primeiras reações intencionais, o bebê diverte-se quando é atraído por objetos chamativos e coloridos. Sendo assim, ofereça brinquedos com texturas e formatos de fácil manipulação, móbiles e itens que emitam sons, com guizos internos.
De 5 a 7 meses
A criança já consegue fixar o olhar por mais tempo em um objeto. Volta-se para a direção de onde vem o som e já começa a atender quando chamado pelo nome. O pequeno emite ruídos para chamar atenção. Tapetes de atividades com sons e espelho são bem-vindos, pois aqui o bebê já é capaz de se reconhecer.
De 8 a 10 meses
Como já consegue interagir com jogos simples e buscar objetos desejados, não se assusta mais com bichinhos de pelúcia e bonecos. Por isso, nesta fase ofereça estas opções, além de livrinhos de plástico para que o bebê possa brincar durante o banho e jogos de interação, do tipo “aperta um botão e emite um som”.
De 11 meses a 12 meses
A linguagem está em pleno desenvolvimento e já a criança consegue concentrar-se por um pequeno período de tempo ouvindo uma história. Repete tudo o que escuta. Diverte-se em reproduzir as palavras que aprendeu com o telefone ao ouvido. Quando consegue se equilibrar, a bola também é um brinquedo inseparável. Apresente livros com pouco texto e figuras grandes, que retratem o seu dia-a-dia: mamãe, papai, carro, mamadeira… Telefone de brinquedo, bola e bonecos. Se a criança já estiver engatinhando ou andando, providencie itens que ela consiga puxar e empurrar. Trenzinhos e carrinhos de boneca são ótimas opções.
De 1 ano a 1 ano e 6 meses
Adora brincar de espalhar e guardar tudo ao seu modo. Nesta fase, é interessante disponibilizar caixas com formas geométricas para que ela encaixe cubos, círculos e triângulos. Potes, tampas e panelinhas também a divertirão.
De 1 ano e meio a 2 anos
Como a criança conhece algumas cores e formas e sabe procurar e encontrar objetos que guardou, gosta de brinquedos que possa empurrar, puxar, encaixar e explorar com os dedos.
Desta forma, brinquedos de desmontar e montar, bichinhos de plástico, cubos com formas vazadas para encaixar e chaves que abrem e fecham portinhas são ótimas opções para as crianças explorarem esse lado desbravador.
Evite
Denise alerta sobre algumas brincadeiras e objetos que devem ser evitados na hora da descontração: “tome cuidado com qualquer atividade que de certa forma possa agredir ou invadir o físico e o psicológico da criança. Respeite suas fases de conhecimento e aptidões, entendendo que brincadeiras possuem como função o crescimento e o desenvolvimento global do bebê. Sendo assim, a criança tem o direito de expressar interesse e escolha na continuidade de cada brincadeira, da maneira que lhe for possível, ou seja, de forma verbal ou não, mas, mostrar-se interessada, alegre e participativa”.
O pediatra Konstantyner coloca em questão a conhecida brincadeira de jogar o bebê para cima, que, apesar de parecer saudável e apresentar a costumeira alegria manifestada pelos pequenos, não é uma atividade recomendável, devido ao risco de queda e traumas resultante do processo de aceleração e desaceleração proporcionado pelos movimentos realizados.
Portanto, evite esta e outras brincadeiras que acarretam maior potencial de risco de acidentes, “como atividades com fogo, água em excesso, cordas, fios, sacolas de plástico, objetos pequenos, vidro e objetos pontiagudos ou cortantes, que oferecem perigo à criança ocasionando traumas na boca, narinas e ouvidos”, recomenda o pesquisador.
Presenteie sem erro
Antes de comprar um brinquedo para uma criança, primeiramente leve em consideração idade, habilidades e interesses. A segurança e a facilidade de conservação também devem ser levados em conta. “E depois de tudo isso, talvez, você chegue perto do ideal!”, exclama o pediatra Chencinski, que explica que, além desses requisitos básicos, é preciso estar atento se o brinquedo contém o selo de garantia do fabricante e do Inmetro. “Infelizmente, nem todos os brinquedos à disposição no mercado possuem o selo de avaliação do órgão. Aliás, muitas vezes as pessoas são atraídas pela beleza, praticidade e custo do produto, não pensando na segurança na hora da compra”, critica o especialista.
A lista de “detalhes” não é pequena para comprar um brinquedo, mas, além das recomendações citadas acima, tome cuidado com brinquedos que apresentam bordas cortantes, pontas afiadas, peças pequenas, ruídos muito altos, fora dos padrões, pouca resistência, cheiro e pintura tóxica e, etc. Chencinski acredita que vale a pena conhecer o site do Inmetro, onde é possível procurar e ver os produtos analisados pelo órgão que foram aprovados e reprovados. “Lá são realizadas avaliações que atestam qualidade e segurança do brinquedo, como composição química, barulho e resistência.”
Gastando pouco
Para Denise, o que mais ajuda a criança a se desenvolver e crescer não é um brinquedo caro com a embalagem mais bonita ou com a maior caixa, mas, produtos que interessam e estimulam as necessidades de cada etapa da infância.
“Estar com seu filho, brincar e criar juntos, até mesmo com sucatas, por exemplo, uma caixa de papelão se transformando em um material colorido, podem ser incentivos diferentes e acertados para que ele possa desenvolver sua coordenação motora, afetiva, auditiva, postural e o comportamento social. Cada brincadeira pode estimulá-lo a explorar um mundo diferente. E tendo os pais como companhia, não há nada melhor, já que o afeto, o interesse e a participação não custam nada!”, incentiva.